De vez em quando Hollywood lembra-se de fazer uma auto-paródia, sendo Tropic Thunder um bom exemplo - uma sátira ao ambiente selvagem, frio e plástico da fábrica de fazer sonhos da América. Mas não se fica por aqui, pois é também uma clara homenagem a clássicos do cinema de guerra.
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É horrível - para não dizer outra coisa - o que se passou no funeral do Badaró e, mais recentemente, da Milú. Além dos familiares mais próximos e uma ou outra cara conhecida, não havia mais ninguém. Onde estavam as figuras públicas e os ilustres desconhecidos? Estamos a falar de dois nomes grandes do espectáculo que fazem (?) parte da memória colectiva dos portugueses, pelo menos daqueles que têm hoje entre 40 a 50 anos. Não sou do tempo de nenhum deles (nasci em 1982), mas tive o privilégio de ser educado segundo o lema que se deve conhecer o passado para compreender o presente. E esse conceito sempre me acompanhou. Lembro-me perfeitamente quando o meu pai comprou uma colecção de clássicos do cinema português (ainda em formato VHS) e de sentir uma empatia inexplicável com actores como António Silva (quanto a mim, o melhor actor cómico português de todos os tempos), Vasco Santana, Milú, Ribeirinho, etc. Por lhes reconhecer valor e génio, ainda hoje os vejo como figuras marcantes que merecem que tudo seja feito para serem lembradas.
Voltando ao assunto principal, admito que fico triste ao constatar a facilidade com que se esquece o passado. Vivemos num país com memória curta.
Para os mais novos, deixo aqui um sketch (audio) da autoria de outro grande nome do espectáculo - Raúl Solnado - que toda a gente devia conhecer. Meninos e meninas, apresento-vos a «A Guerra de 1908»:
Para quem não saiba, este senhor, vítima de morte prematura, foi o responsável por algumas das obras mais marcantes da cultura popular dos anos 90, como é o caso de «Jurassic Park» (livro) e «E.R.» (produção e argumento).
Os Plastica iniciam uma tour por auditórios em Portugal no dia 1 de Novembro, incluindo Seia, a 22 de Janeiro, no Cineteatro da Casa Municipal da Cultura. É o regresso dos Plastica aos palcos portugueses. Esta tour servirá para a banda apresentar alguns dos temas no seu novo disco “Lovers”, que será editado em Portugal no início de 2009. Para além dos novos temas, a banda de Miguel Fonseca apresenta ainda novos arranjos no seu reportório e um novo conceito de espectáculo que contará com imagens desenvolvidas pela conceituada produtora Droid-ID. A acompanhar os Plastica nesta tour estará ainda o teclista Nuno Belo que será responsável, pelo piano, Rhodes e Hammond.
www.myspace.com/plasticamusic.
Link para ver o novo vídeo dos Plastica - http://br.youtube.com/watch?v=ER5TsurQKaA
A famosa fase de remate de conversa "vai ver se está a chover" foi actualizada para os padrões do século XXI. Tipo/a que é cool diz: "vai ver se eu estou online". A origem da expressão? A resposta é óbvia, meus caros - Morangos com Açúcar, Geração Rebelde. Já várias pessoas me tinham alertado para esta coisa do "vai ser se eu estou online" (onde se inclui o meu parceiro de ténis), mas sempre pensei que fosse uma moda passageira. Estava completamente enganado. Comecei a assistir religiosamente a todos os episódios da famosa telenovela juvenil e rendi-me às evidências. Quem terá sido o guionista que se lembrou desta? Um tipo cheio de pinta ou um nerd caixa-de-óculos? Estou a imaginar a miudagem nos liceus a dizer para os colegas mais provocadores e inoportunos: "oh João Maria, vai ver se eu estou online...". Para terminar, uma vénia ao autor do «Um Blog Sobre Kleist» que nos presenteou com mais um dos seus acutilantes textos acerca dos Morangos Com Açúcar.
P.S. Tenho de pedir desculpa ao meu parceiro de ténis por não lhe ter dado a devida atenção quando tentou alertar-me para esta nova expressão. Na altura estava mais preocupado em melhorar o meu jogo de pés. Shame on me...
O prémio Nobel da Literatura José Saramago chorou depois de assistir à adaptação para o cinema da sua obra «Ensaio Sobre a Cegueira». «Blindness», como é conhecido internacionalmente, foi realizado pelo brasileiro Fernando Meirelles («Cidade de Deus») e estreia em Portugal a 13 de Novembro.
Não costumo falar muito do tema aqui no blogue, porém esta notícia merece destaque:
Perante o descalabro global, os investidores procuram um investimento seguro. A alemã Volkswagen valorizou 220% nas últimas duas sessões e chegou a ser a empresa mais valiosa de todo o mundo durante esta terça-feira.
Finalmente já se pode comprar meia-dúzia de títulos a preços mais apelativos (20 €). Para ver todos os filmes Blu-ray em promoção na Worten, clicar aqui. Agora vou ali ao lado assistir aos encantos da Alta Definição. Até logo.
Vai finalmente estrear nas salas de cinemas portuguesas aquela que considero ser a melhor comédia negra do ano. Já andava a falar deste filme há muito tempo, chegando mesmo a temer que passasse completamente despercebido do grande público. Chegou tarde, mas chegou. Vejam! Muito raramente se assiste a tantas frases geniais (as chamadas movie quotes) reunidas num único filme - e garanto que já vi resmas e resmas. Eis alguns exemplos. A minha deixa favorita continua a ser esta:
"Don't know any Belgium jokes, and if I did I think I'd have the good sense not to...hang on. Is Belgium with all those child abuse murders lately? I do know a Belgium joke. What's Belgium famous for? Chocolates and child abuse, and they only invented the chocolates to get to the kids."
Neste momento o leitor está a pensar: "bem, este indivíduo anda a bater mal da cabeça!". Antes de escrever alguma coisa acerca do tema que me trouxe até aqui devo esclarecer que sou um verdadeiro apaixonado por Cinema (no sentido mais abrangente da coisa!). Há uns anos atrás apresentaram-me a saga «Evil Dead» e os primeiros filmes do realizador de «O Senhor dos Anéis», Peter Jackson («Braindead» e «Bad Taste»). Desde logo fiquei fã do sub-género gore cómico. Talvez por isso não seja assim tão estranho ter adorado este «The Machine Girl». É um filme com muito sangue e sem escrúpulos. Mas foi feito com a mesma paixão, "argumento de duas páginas", bizarria q.b., criatividade e actores terríveis que os clássicos anteriormente referidos. Um must see (como dizem os norte-americanos) para quem gosta do género e um must not see (termo inventado por mim) para os mais sensíveis.
E para mostrar que não endoideci de vez e que até sou um gajo porreiro, eis uma obra mais soft que guardei no coração: chama-se «You Don´t Mess With The Zohan» e é o mais recente filme de Adam Sandler. Protagonizado e produzido pelo actor, este projecto pessoal (pelo menos é o que parece) retrata a vida de um super soldado israelita que sonha em tornar-se cabeleireiro. Aqui fica o trailer: