Relembro aos curiosos, estudiosos e profissionais do marketing que o ranking 2010 da Interbrand vai ser divulgado hoje. Basta estarem atentos, aqui.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Um início de semana bastante desastrado e aqueles dois que parecem gémeos
Esta semana não começou bem. Aliás, começou bastante mal. Hoje foi o primeiro dia que abri sozinho a empresa e teve logo de haver confusão. O raio do alarme começou a apitar como se não houvesse amanhã e ao carregar nos botões para o silenciar ainda fiz pior. Resultado: incomodei os vizinhos do andar de cima, a Securitas ligou-me e eu não ouvia a pessoa do outro lado por causa do barulho, na rua toda a gente olhava... enfim, um espectáculo deprimente que durou uns bons 10 minutos.
Já que estou para aqui a resmungar, aproveito para partilhar outro assunto que me deixa bastante enervado. E acontece constantemente. Passo a explicar: ontem vi o filme «Robin Hood». Até aqui tudo bem. Não é um filme extraordinário, mas tem consistência. O problema é que passei aquelas duas horas e tal a pensar que o mau da fita era o Andy Garcia, mas voltei a enganar-me. O actor chama-se Mark Strong e, tenho quase a certeza, é irmão gémeo separado à nascença do Andy Garcia.
São ou não parecidos? Estou farto de cometer o mesmo erro...quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Luís Veríssimo no «5 Para A Meia-Noite»
Entrevista conduzida pelo Fernando Alvim ao meu professor de Comunicação, o grande e inigualável Luís Veríssimo. Quem conhece, já sabe com o que contar. Quem nunca ouviu falar, surpreenda-se.
A partir dos 23 minutos e 10 segundos, aqui.
A partir dos 23 minutos e 10 segundos, aqui.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Web Marketing no seu melhor
Cliquem numa das duas opções que aparecem no final do vídeo. Depois, ajudem o caçador com uma dúzia de verbos, como "loves", "drives", "calls", "eats", "sex", etc.
Dica do Diário2
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
A maior colecção de discos do mundo
Paul Mawhinney, nascido e criado em Pittsburgh, nos EUA, é o dono da maior colecção de discos do mundo. Devido a problemas de saúde e exigências da indústria discográfica, Paul está prestes a vender a sua colecção.
Esta história deu origem ao documentário «The Archive», de Sean Dunne.
Esta história deu origem ao documentário «The Archive», de Sean Dunne.
Dica do leitor João Mário Martinho
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
O regresso. E o famoso crocodilo.
Luzes. Câmara. Acção. Senhoras e senhores, meninos e meninas, o blog «Os Bravos Não Usam Cuecas Brancas» voltou de férias. Cheio de energia e com vontade de debater, partilhar, criticar, elogiar e... todos aqueles verbos fascinantes que transmitem intelectualidade em todas as vogais e consoantes.
Já tinha saudades de escrever aqui, mas deixo já um aviso: não esperem muito de mim (que grande novidade...) pois, como bom português, o primeiro dia de regresso ao "trabalho" é uma longa batalha de adaptação à rotina - eufemismo para dia de pouco fazer.
Mesmo assim não podia deixar de partilhar uma notícia que me deixou bastante contente:
Novo director criativo da Lacoste é português
in Marketeer online
Até amanhã.
Já tinha saudades de escrever aqui, mas deixo já um aviso: não esperem muito de mim (que grande novidade...) pois, como bom português, o primeiro dia de regresso ao "trabalho" é uma longa batalha de adaptação à rotina - eufemismo para dia de pouco fazer.
Mesmo assim não podia deixar de partilhar uma notícia que me deixou bastante contente:
Novo director criativo da Lacoste é português
in Marketeer online
Até amanhã.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Cine Eco nas freguesias de Seia
O Cine’Eco, Festival Internacional de Cinema de Ambiente vai este ano ao encontro do público das freguesias do concelho de Seia. O Município mostrou a sua disponibilidade às Juntas de Freguesia e estão para já agendadas algumas sessões para os próximos dias.
O filme “Ainda há Pastores?” de Jorge Pelicano será exibido Sexta-feira, dia 27 de Agosto à noite no Largo de Santo António, em São Romão e no dia 28 (Sábado) no Largo da Capela, no Sabugueiro. O mesmo filme será exibido em Valezim, no âmbito da semana da Juventude que decorre naquela freguesia de 30 de Agosto a 2 de Setembro.
Além do filme de Jorge Pelicano, serão ainda exibidas algumas curtas-metragens de edições anteriores do festival.
O Cine’Eco 2010 decorre de 16 a 23 de Outubro e conta com várias sessões de filmes, concertos, espectáculos, conferências, workshops, e exposições. Para aproximar cada vez mais o festival da comunidade, e em particular dos jovens do concelho, a organização implementará as iniciativas “O Cine’Eco vai à escola” e “A Escola vai ao Cine’Eco”.
Recebido por e-mail
O filme “Ainda há Pastores?” de Jorge Pelicano será exibido Sexta-feira, dia 27 de Agosto à noite no Largo de Santo António, em São Romão e no dia 28 (Sábado) no Largo da Capela, no Sabugueiro. O mesmo filme será exibido em Valezim, no âmbito da semana da Juventude que decorre naquela freguesia de 30 de Agosto a 2 de Setembro.
Além do filme de Jorge Pelicano, serão ainda exibidas algumas curtas-metragens de edições anteriores do festival.
O Cine’Eco 2010 decorre de 16 a 23 de Outubro e conta com várias sessões de filmes, concertos, espectáculos, conferências, workshops, e exposições. Para aproximar cada vez mais o festival da comunidade, e em particular dos jovens do concelho, a organização implementará as iniciativas “O Cine’Eco vai à escola” e “A Escola vai ao Cine’Eco”.
Recebido por e-mail
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Uma breve interrupção nas férias do blog
Apesar de não estar de férias, decidi encerrar o tasco durante um mês. O trabalho não dá descanso e a silly season não perdoa. Mesmo assim, não posso deixar de partilhar uma história com os caros leitores.
Há duas semanas os meus pais iam ficando sem casa. Uma instalação deficiente de um tubo do painel solar fez com que estivesse a correr água do telhado para dentro de casa durante 1 dia e meio. Os meus pais não estavam em Seia e foram avisados através de telemóvel por várias pessoas que viram água a sair de dentro de casa. Fizeram uma viagem de noite e quando lá chegaram depararam-se com o pior cenário possível (sem exagero!): paredes, chão, rodapés, móveis, electrodomésticos, material informático... tudo destruído. Só cheguei a casa dos meus pais duas horas depois deles, portanto já não vi o cenário nas piores condições. A água espalhada pela casa era imensa, tanta que só parou de escorrer uma semana depois do acidente. O caso está a ser tratado, resta esperar que corra tudo pelo melhor.
No entanto, o que me fez escrever este texto foi a quantidade de água que os meus pais tinham dentro de casa quando ligaram, em pânico, para os Bombeiros Voluntários de Seia. Antes de me adiantar no tema devo referir que sempre respeitei aquela instituição e valorizei o trabalho desempenhado ao longo dos anos. Agora, a coisa é bem diferente.
Por esta altura, o caro leitor já deve ter previsto o desfecho desta triste história: os bombeiros recusaram-se a ir ao local (num dia bastante calmo, muito antes da época dos fogos), argumentando que não têm meios adequados para este tipo de acidentes (uma aspirador, neste caso). Nem sequer se dignaram em ir ver o que se passava, tudo foi tratado por telefone. Posto isto, os meus pais, com a ajuda de amigos, deixaram-se de lamentações e começaram a tirar o máximo de água possível e salvar tudo o que conseguissem. Agradeço desde já a toda a gente que nos ajudou, incluindo um bombeiro que, fora do horário de expediente, prontamente se disponibilizou.
Voltando aos Bombeiros Voluntários de Seia, que não têm meios suficientes e adequados para combater fogos (pelo menos estão sempre a queixar-se do mesmo), nem sequer para prestar auxílio em caso de cheias, pergunto-me: para que servem? Agora já não sei se aquilo é um exemplo de má gestão, ausência de meios por condicionantes externas ou falta de recursos humanos qualificados. Ou os três, talvez.
Escrevo este texto, em primeiro, porque estou indignado, principalmente por saber que eles tinham obrigação de ir ao local, e, em segundo, para alertar a população acerca das deficiências daquela instituição, não vá acontecer o mesmo a alguém brevemente. A não ser que seja algum VIP senense, talvez esses tenham apoio nestas situações. Ao menos isso!
Termino a dizer que os meus pais nunca fizeram uma reclamação nem tencionam falar mais disto - agora têm assuntos bem mais importantes para tratar. Portanto, tudo o que escrevo é da minha inteira responsabilidade.
De uma coisa podem ter a certeza: não contem mais com três pessoas para peditórios e participações em festas de angariação de fundos para os Bombeiros Voluntários de Seia. Só o voltaremos a fazer quando o dinheiro passar a ser aplicado naquilo que é realmente importante.
Há duas semanas os meus pais iam ficando sem casa. Uma instalação deficiente de um tubo do painel solar fez com que estivesse a correr água do telhado para dentro de casa durante 1 dia e meio. Os meus pais não estavam em Seia e foram avisados através de telemóvel por várias pessoas que viram água a sair de dentro de casa. Fizeram uma viagem de noite e quando lá chegaram depararam-se com o pior cenário possível (sem exagero!): paredes, chão, rodapés, móveis, electrodomésticos, material informático... tudo destruído. Só cheguei a casa dos meus pais duas horas depois deles, portanto já não vi o cenário nas piores condições. A água espalhada pela casa era imensa, tanta que só parou de escorrer uma semana depois do acidente. O caso está a ser tratado, resta esperar que corra tudo pelo melhor.
No entanto, o que me fez escrever este texto foi a quantidade de água que os meus pais tinham dentro de casa quando ligaram, em pânico, para os Bombeiros Voluntários de Seia. Antes de me adiantar no tema devo referir que sempre respeitei aquela instituição e valorizei o trabalho desempenhado ao longo dos anos. Agora, a coisa é bem diferente.
Por esta altura, o caro leitor já deve ter previsto o desfecho desta triste história: os bombeiros recusaram-se a ir ao local (num dia bastante calmo, muito antes da época dos fogos), argumentando que não têm meios adequados para este tipo de acidentes (uma aspirador, neste caso). Nem sequer se dignaram em ir ver o que se passava, tudo foi tratado por telefone. Posto isto, os meus pais, com a ajuda de amigos, deixaram-se de lamentações e começaram a tirar o máximo de água possível e salvar tudo o que conseguissem. Agradeço desde já a toda a gente que nos ajudou, incluindo um bombeiro que, fora do horário de expediente, prontamente se disponibilizou.
Voltando aos Bombeiros Voluntários de Seia, que não têm meios suficientes e adequados para combater fogos (pelo menos estão sempre a queixar-se do mesmo), nem sequer para prestar auxílio em caso de cheias, pergunto-me: para que servem? Agora já não sei se aquilo é um exemplo de má gestão, ausência de meios por condicionantes externas ou falta de recursos humanos qualificados. Ou os três, talvez.
Escrevo este texto, em primeiro, porque estou indignado, principalmente por saber que eles tinham obrigação de ir ao local, e, em segundo, para alertar a população acerca das deficiências daquela instituição, não vá acontecer o mesmo a alguém brevemente. A não ser que seja algum VIP senense, talvez esses tenham apoio nestas situações. Ao menos isso!
Termino a dizer que os meus pais nunca fizeram uma reclamação nem tencionam falar mais disto - agora têm assuntos bem mais importantes para tratar. Portanto, tudo o que escrevo é da minha inteira responsabilidade.
De uma coisa podem ter a certeza: não contem mais com três pessoas para peditórios e participações em festas de angariação de fundos para os Bombeiros Voluntários de Seia. Só o voltaremos a fazer quando o dinheiro passar a ser aplicado naquilo que é realmente importante.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Amanhã é O dia
E pronto, amanhã é o dia que meto férias... do mestrado. Está longe do fim, aliás, ainda só vai a meio. De qualquer maneira já posso festejar o fim das aulas, testes, exames e afins.
Anseio por esse dia há já algum tempo, não porque esteja decepcionado com o ano curricular (bem pelo contrário!), mas porque o desgaste já é muito acentuado.
Foi um ano difícil, a trabalhar e a estudar, apesar dos três meses de férias forçadas pelo meio. Não era preciso conhecer-me pessoalmente para constatar a falta de tempo livre - o estado lastimável a que o blogue chegou em determinadas alturas é prova suficiente.
Bem, agora não é um momento para lamentações, mas sim para celebrar. Amanhã é dia de festa rija. E começa antes da hora de jantar, logo após umas belas horas na praia.
Nota: brevemente irei publicar uma espécie de resumo destes meses (Outubro - Julho), juntamente com algumas considerações.
Anseio por esse dia há já algum tempo, não porque esteja decepcionado com o ano curricular (bem pelo contrário!), mas porque o desgaste já é muito acentuado.
Foi um ano difícil, a trabalhar e a estudar, apesar dos três meses de férias forçadas pelo meio. Não era preciso conhecer-me pessoalmente para constatar a falta de tempo livre - o estado lastimável a que o blogue chegou em determinadas alturas é prova suficiente.
Bem, agora não é um momento para lamentações, mas sim para celebrar. Amanhã é dia de festa rija. E começa antes da hora de jantar, logo após umas belas horas na praia.
Nota: brevemente irei publicar uma espécie de resumo destes meses (Outubro - Julho), juntamente com algumas considerações.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Kasabian
Descobri Kasabian. Muitos leitores devem estar a rir-se neste momento. Sim, admito, não conhecia praticamente nada. E agora, de um momento para o outro, sou quase fã.
Para já, só ando a escutar com atenção o último álbum, o magnífico «West Ryder Pauper Lunatic Asylum». Para a semana passo para os outros dois - «Kasabian» (2004) e «Empire» (2006).
Deixo-vos com a faixa "Thick as Thieves", uma das minhas favoritas de «West Ryder Pauper Lunatic Asylum».
Para já, só ando a escutar com atenção o último álbum, o magnífico «West Ryder Pauper Lunatic Asylum». Para a semana passo para os outros dois - «Kasabian» (2004) e «Empire» (2006).
Deixo-vos com a faixa "Thick as Thieves", uma das minhas favoritas de «West Ryder Pauper Lunatic Asylum».
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Novo site da Fnac
A Fnac remodelou a sua loja online... finalmente! Depois de uma breve passagem por lá apercebi-me que está tudo mais rápido e os resultados das pesquisas são mais eficientes.
Quem frequentava o site com alguma regularidade facilmente se apercebia que a plataforma antiga era uma boa treta. Pronto, agora os "franciús" resolveram o problema, embora com alguns anos de atraso, e já podemos parar com o queixume.
Quem frequentava o site com alguma regularidade facilmente se apercebia que a plataforma antiga era uma boa treta. Pronto, agora os "franciús" resolveram o problema, embora com alguns anos de atraso, e já podemos parar com o queixume.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Estratégias de prevenção da GNR de Seia: um exemplo a não seguir
Conforme prometido na semana passada, aqui estou eu a escrever sobre as já famosas operações de prevenção (?) levadas a cabo pela GNR de Seia.
Os leitores, pelo menos os de Seia, devem recordar-se daquilo que se passava há uns anos, na altura em que a GNR era comandada por um senhor que ficou bastante conhecido por aqueles lados. Tudo fez para demonstrar trabalho, até "operações stop" a condutores que saíam da capela após darem os sentimentos à família de alguém acabado de morrer. Pois bem, o menino de ouro da instituição foi-se embora para um cargo de destaque e as coisas acalmaram durante algum tempo.
A ineficiência da GNR, seja a de Seia ou de outras localidades, é conhecida e pode ser justificada como quiserem: falta de meios, falta de dinheiro, falta de formação adequada, etc. Mas será que isso é desculpa para sempre? Pessoalmente, estou farto de lidar com agentes praticamente analfabetos, desconhecedores das leis e que actuam como autênticos sheriffs do faroeste. Felizmente, essa falta de profissionalismo não é geral, pois já falei com agentes bem formados e - muito importante - educados.
Há duas semanas voltei a ser mandado encostar em Seia. Escrevo "voltei" porque já não é a primeira nem a segunda vez. Aliás, praticamente todas as minhas experiências com a GNR foram lá passadas. Espero que isso não passe de uma mera coincidência.
Eram cerca das 2:30h da manhã quando eu e mais três condutores fomos abordados pela GNR de Seia no seguimento de uma operação na Rua de Santa Antonina. De prevenção? Isso é que eu já duvido... Sou a favor da prevenção, confesso! Mas o que vi foi pura perseguição.
Uma operação de controlo, neste caso a bebidas alcoólicas, deve ser feita quando as pessoas começam a sair dos estabelecimentos de diversão nocturna (normalmente a partir das 04:00h), em pontos estratégicos, nomeadamente nas principais saídas das localidades. A isto chama-se prevenção. Ora, o que se passa em Seia é precisamente o oposto: as operações realizam-se às 02:00h da manhã, em plena cidade, quando as pessoas se deslocam dos bares para a discoteca.
No caso em particular, aquilo que se passou deve ter deixado os senhores agentes completamente furiosos. Dos quatro ou 5 condutores que entretanto se juntaram naquele momento, nenhum estava acima do limite permitido pela lei. Então, o que é que decidiram fazer? Estacionaram as viaturas da GNR perto dos estacionamentos da discoteca e ficaram à espera que os proprietários saíssem. Contado agora até tem piada.
Para terminar, mudo um pouco de assunto, embora o objecto central continue a ser a GNR de Seia. Ontem (domingo), último dia da Fiagris, fui informado de mais uma situação embaraçosa para a força policial local. Ao que parece, na madrugada de domingo, dois agentes andaram a fazer umas figuras um pouco ridículas no recinto da feira. Além de um deles passear com a camisa de fora, parece que ambos estavam embriagados.
É por estas e por tantas outras que aquela instituição tem sérias dificuldades em ganhar credibilidade junto dos cidadãos. Abomino faltas de respeito, principalmente face a uma autoridade, mas sei também que quem não se dá ao respeito não é respeitado.
Os leitores, pelo menos os de Seia, devem recordar-se daquilo que se passava há uns anos, na altura em que a GNR era comandada por um senhor que ficou bastante conhecido por aqueles lados. Tudo fez para demonstrar trabalho, até "operações stop" a condutores que saíam da capela após darem os sentimentos à família de alguém acabado de morrer. Pois bem, o menino de ouro da instituição foi-se embora para um cargo de destaque e as coisas acalmaram durante algum tempo.
A ineficiência da GNR, seja a de Seia ou de outras localidades, é conhecida e pode ser justificada como quiserem: falta de meios, falta de dinheiro, falta de formação adequada, etc. Mas será que isso é desculpa para sempre? Pessoalmente, estou farto de lidar com agentes praticamente analfabetos, desconhecedores das leis e que actuam como autênticos sheriffs do faroeste. Felizmente, essa falta de profissionalismo não é geral, pois já falei com agentes bem formados e - muito importante - educados.
Há duas semanas voltei a ser mandado encostar em Seia. Escrevo "voltei" porque já não é a primeira nem a segunda vez. Aliás, praticamente todas as minhas experiências com a GNR foram lá passadas. Espero que isso não passe de uma mera coincidência.
Eram cerca das 2:30h da manhã quando eu e mais três condutores fomos abordados pela GNR de Seia no seguimento de uma operação na Rua de Santa Antonina. De prevenção? Isso é que eu já duvido... Sou a favor da prevenção, confesso! Mas o que vi foi pura perseguição.
Uma operação de controlo, neste caso a bebidas alcoólicas, deve ser feita quando as pessoas começam a sair dos estabelecimentos de diversão nocturna (normalmente a partir das 04:00h), em pontos estratégicos, nomeadamente nas principais saídas das localidades. A isto chama-se prevenção. Ora, o que se passa em Seia é precisamente o oposto: as operações realizam-se às 02:00h da manhã, em plena cidade, quando as pessoas se deslocam dos bares para a discoteca.
No caso em particular, aquilo que se passou deve ter deixado os senhores agentes completamente furiosos. Dos quatro ou 5 condutores que entretanto se juntaram naquele momento, nenhum estava acima do limite permitido pela lei. Então, o que é que decidiram fazer? Estacionaram as viaturas da GNR perto dos estacionamentos da discoteca e ficaram à espera que os proprietários saíssem. Contado agora até tem piada.
Para terminar, mudo um pouco de assunto, embora o objecto central continue a ser a GNR de Seia. Ontem (domingo), último dia da Fiagris, fui informado de mais uma situação embaraçosa para a força policial local. Ao que parece, na madrugada de domingo, dois agentes andaram a fazer umas figuras um pouco ridículas no recinto da feira. Além de um deles passear com a camisa de fora, parece que ambos estavam embriagados.
É por estas e por tantas outras que aquela instituição tem sérias dificuldades em ganhar credibilidade junto dos cidadãos. Abomino faltas de respeito, principalmente face a uma autoridade, mas sei também que quem não se dá ao respeito não é respeitado.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
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